Dois mil e onze. Mais um ano que se inicia e, por mais que seja apenas um dia após o outro, uma continuidade do mesmo momento, nós sempre encaramos um ano novo como um período de renovação. Cada ano que se inicia é como um novo momento para renovar os planos, rever os rumos, corrigir as rotas. É tempo de olhar para dentro de si mesmo e buscar aquela fé em que tudo que virá daqui para frente, virá melhor do que antes – ou pelo menos diferente.terça-feira, 18 de janeiro de 2011
2011
Dois mil e onze. Mais um ano que se inicia e, por mais que seja apenas um dia após o outro, uma continuidade do mesmo momento, nós sempre encaramos um ano novo como um período de renovação. Cada ano que se inicia é como um novo momento para renovar os planos, rever os rumos, corrigir as rotas. É tempo de olhar para dentro de si mesmo e buscar aquela fé em que tudo que virá daqui para frente, virá melhor do que antes – ou pelo menos diferente.quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Sobre ética, moral e direito – a vida em sociedade e o animal que somos.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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(des)Encontros
Parou na varanda da sala e olhou para o horizonte que se enfeitava com mil cores. Não era a primeira, nem a ultima vez que via um pôr-do-sol, mas aquele tinha um significado especial: hoje era o último dia, de todos os dias, de sua velha vida. Tinha planejado esse momento durante algum tempo e hoje finalmente o estava colocando em prática. Não ia se matar, nem trocar de identidade ou mesmo fazer qualquer espécie de loucura, mas amanhã, quando o sol estivesse nascendo, seria outra pessoa, em outro lugar – tudo novo. Ficou ali até o ultimo contorno avermelhado do sol se esconder no horizonte e foi uma brisa gelada que a fez retornar a realidade: - vamos lá, hora de tomar as últimas providências – disse para si mesma.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A revolução das cores
Os adultos do inicio da década de 90 devem ter assistido boquiabertos àquela massa de jovens que saiu pelas ruas, com as caras pintadas, exigindo o impeachment do então presidente Collor. Da mesma forma, a geração de minha avó (que nasceu na década de 40), deve ter se surpreendido com as mocinhas de 60 queimando sutiãs por ai. Ou os da década de 10, que viram os vestidos e ternos darem lugares a roupas mais curtas e despojadas (e apropriadas para o nosso clima). Todas essas gerações têm algo em comum com a minha: a sensação que estamos vivendo uma época de mudanças – uma época em que a geração seguinte surge e põe abaixo todos os paradigmas antes construídos.sábado, 16 de outubro de 2010
confissões de um capricorniano
Sou capricorniano nato – boa parte do que está escrito em qualquer site de signos ajuda a me definir – é só procurar que vocês vão achar os ingredientes da receita. Por outro lado, a fórmula é única: os ingredientes, apesar de facilmente encontrados em qualquer lugar, foram misturados de tal forma que acredito não haver outros como eu por ai. Ainda bem, meu e de vocês, que não há outro igual... ainda bem. De qualquer forma, auxiliado pelos meus anos de convivência comigo mesmo, vou ajudá-los a entender um pouco o que é ser do signo de capricórnio.domingo, 10 de outubro de 2010
Política
Estamos em pleno processo eleitoral e eu, que sempre gostei muito de política, me vi sem poder votar pela primeira vez (estou longe de minha cidade). Nada me impede, porém, de participar de todas as discussões possíveis sobre a matéria. Usarei, então, deste singelo espaço, que é meu, para compartilhar com todos vocês as minhas impressões sobre o tema. Desde logo quero fazer algumas considerações que acho bem úteis: 1 – não vou fazer aqui política partidária e não sou de direita ou de esquerda, até porque não acredito numa divisão estanque entre as duas; 2 – acredito que a política funciona sim, mas não acredito mais na prática política brasileira; 3 – pode até parecer conto de fadas, mas acredito que existam pessoas honestas fazendo política, apesar de ser uma espécie quase em extinção. Fechado o parêntese, vamos tratar do assunto principal, que é o importante.quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Preconceito, blog, Bruna Surfistinha e outras histórias.
Me emprestaram “O doce veneno do escorpião” da Bruna Surfistinha para eu ler. Já tive oportunidade de lê-lo em outras ocasiões, mas confesso que tive uma boa dose de preconceito e nunca me interessei pela leitura. Preconceito não pelo fato dele ser escrito por uma garota de programa, mas porque, quem me indicou, não soube explicar seu conteúdo e disse apenas que era um livro onde rolava “muita putaria”. Então, se era somente putaria, bastava eu entrar na net e ver um filme pornô qualquer que seria bem mais divertido. Contudo, dessa vez resolvi apostar na leitura e, para surpresa minha, ganhei algumas horas bem divertidas com o livro em mãos.segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sobre sexo, religião e outras coisas...
Primeiro, como não poderia deixar de dizer, sexo ainda é um enorme tabu em nossa sociedade. Afirmar isso é clichê? – é sim... mas é a mais pura verdade. Mesmo hoje, como toda tecnologia e acesso à informação, ainda nos comportamos em relação ao sexo como garotinhas da idade média, cheias de pavor e pudor. As religiões e os costumes sociais conseguiram realmente transformar um momento tão divertido em algo sujo, que deve ser evitado, procrastinado, em alguns casos ate mesmo considerado imoral ou ilegal (dependendo da forma como praticado).
As religiões, em sua maioria, trazem ensinamentos em que o prazer é considerado um mal. Ensinam que devemos passar toda a vida em constrição e expiação porque temos um pecado original e eterno a nos condenar. Nós não cometemos esse pecado, mas devemos pagar por ele, vivendo sob o jugo de pesadas leis morais e, ao final, quem sabe um dia ganhemos a vida eterna e ai poderemos, quem sabe também, viver felizes e em paz. Pura especulação, pura teoria, puro “blá-blá-blá”.
O que eu sei é que somos humanos e, independente de qual religião você segue, ou que crença você tenha, pare e reflita: - haverá algum tipo de vida depois dessa? - Se você tiver um mínimo de incerteza ao responder essa pergunta, então você sabe do que eu estou falando. Se não sabe ainda, aqui eu explico: eu estou falando de aproveitar essa vida da melhor forma possível e transar está incluído nesse proveito.
Não estou aqui fazendo criticas vazias às religiões. Sou católico, acredito em Deus. Só não acredito nesse Deus malvado e vingativo que a igreja prega – um Deus ilógico. Deus é, pra mim, acima de tudo lógico e racional. Dessa forma, reflitam junto comigo novamente: somos uma das poucas espécies animais que fazem sexo por prazer e não somente para fins reprodutivos – então, se Deus nos fez assim, por que desperdiçar esse dom que ele nos deu? Duvido muito que ele nos tenha dado essa capacidade e ela deva ser desperdiçada somente por convenções morais.
Por outro lado, também não prego uma busca desenfreada pelo prazer. Nem toda forma de prazer é valida e essa regra vale tanto para o sexo quanto para tudo na vida. Prazer, seja ele sexual ou o que for, deve ser algo que nos traga algum bem, mas que também não nos destrua junto, ou destrua o próximo. Por isso excluo daqui o uso de drogas e todos os tipos de perversões sexuais.
Voltando ao tema central do texto, algumas pessoas têm a mania de ligar o sexo ao amor, são as que batem no peito e dizem que não fazem sexo só por fazer, que é preciso haver um algo mais. Para mim, são duas coisas bem diferentes. Concordo que em partes eles possuem alguma ligação, mas só em parte. Concordo também que transar dentro de uma relação, ou gostando de alguém tem todo um significado especial. Porém há pessoas que eu amo profundamente, as quero ao meu lado para todo o sempre, mas não possuo nenhum desejo sexual por elas e, por outro lado, há pessoas que não tenho sentimento algum, mas que só de ver já bate um tesão enorme. Por isso sou um defensor do sexo casual... Acredito no amor, nos relacionamentos, na monogamia, mas também acredito no sexo sem compromisso, nas “rapidinhas” por ai.
Enfim, poderia passar um dia todo escrevendo sobre esse tema e eu não conseguiria esgotá-lo. Além disso, essa nunca foi minha intenção. A proposta é provocar a reflexão e a discussão sobre o assunto. Quero só mais uma vez lembrar que não dá pra ficar se prendendo, se reprimindo, em virtude apenas de certas convenções morais que já perderam a lógica há algum tempo. Sexo é bom – fato; fazer é sexo é saudável? – é; achou alguém interessante, pintou a vontade? – por que não fazê-lo, então?
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
cartas
Eu nunca escrevi cartas, sejam elas de que espécie for. Exceto, é claro, uma ou outra carta promocional (que eu não conto), eu nunca redigi uma. No principio elas nunca se fizeram necessárias, não havia porque ou pra quem mandar. Já hoje, quando enviar uma às vezes se torna justo e necessário, porque motivos há, as cartas perderam todo o sentido, caíram de moda. Constatei esse fato hoje, e disso outras coisas surgiram em mente pra complementar o pensamento (já que pensamentos nunca vêm desacompanhados de outros).
Primeiro: qual o prazer em receber uma carta? Imagino o quanto deve ser gostoso abrir com ansiedade um envelope, desamassar o conteúdo e ir degustando cada linha como quem degusta um doce de leite, ou um remédio amargo (tudo depende do conteúdo, é claro). Um e-mail, por mais “modernoso”, cômodo e rápido, que seja, não traz a mesma emoção. Falta a ele a condição física de ser apalpado, enchido de beijos ou molhado de lágrimas. Aliás, um e-mail jamais poderá ser guardado junto com outro e-mail, amarrado por uma fita de seda, naquela caixinha de madeira no fundo do baú.
Segundo: a modernidade é por vezes cruel demais com as coisas, ou mesmo conosco. Culpa nossa, sempre apressados. Culpa nossa que resolvemos dividir o dia em apenas vinte e quatro horas, sem nos darmos conta que elas não são suficientes para viver (ou são e nós é que ainda não aprendemos isso?). Não há mais tempo para nada, pelo menos não para as coisas que importam de verdade: com o intuito de racionalizar o tempo, esquecemos da parte em que ele também precisa de emoção e ai perdemos o pôr do sol, o banho de chuva, o canto dos pássaros... Mas aqui cabe uma ressalva: eu não sou contra modernidades, pelo contrário, as adoro. Sou filho do meu tempo, e convivo muito bem com ele, apesar de me sentir às vezes um tanto deslocado.
Terceiro: e por falar em tempo, como diria Caetano, ele realmente é um “dos deuses mais lindos”. Por isso eu o venero e respeito as respostas que ele me traz – mesmo que às vezes eu não as entenda. Não sei pra vocês, mas foge de mim a compreensão de certos acontecimentos, certos rumos que a vida nos leva, certos caminhos a trilhar, certas escolhas (e elas são tantas). Mas também não quero saber de todas as respostas, o bom de viver está no mistério contido em cada curva do caminho, por isso vale a pena caminhar sempre em frente.
E no mais é só... chega por hoje. De um parágrafo eu escrevi quatro e escreveria outros mais... pensamento realmente puxa pensamento. Ficam os outros para outra postagem.
