quarta-feira, 11 de agosto de 2010

saudade...

Minha mãe sempre me disse que estava me criando paro mundo e não para ela. Ensinou-me a andar sozinho, sem sua ajuda; a pensar e agir por meios próprios; ensinou-me a lutar por meu espaço e a transformar todo sonho em metas e cumpri-las. Hoje, mais do que nunca, entendo e agradeço todo esforço e desprendimento que ela sempre teve. Não deve ser fácil para uma mãe solteira ver seu filho único crescer, se tornar independente e partir. Imagino o tanto que ela deve ter chorado e imaginado se podia ter feito diferente – se podia ter me tornado dependente dela, preso à sua saia. Mas ela não o fez, deixou-me livre com minhas escolhas e sei que tenho o apoio dela em cada decisão que tomo.

Minha mãe só não me ensinou que o mundo longe dela pode ser mais cruel e solitário do que ele parece à primeira vista. Por me amar demais ela sempre desenhou o mundo com muitas cores e esqueceu-se de me contar que ele também tem seu lado preto e branco. Acreditando em minha fortaleza, ela não imaginou que às vezes eu me dobro com os ventos e que preciso de colo e carinho. Sei que talvez eu mesmo tenha contribuído para isso tudo – no afã de ser livre, sempre mostrei a ela que era feito de aço, mas escondi dela que aço também se quebra.

Se hoje choro de saudade, ao mesmo tempo tenho imenso orgulho da mãe que tive. Se minhas escolhas me levaram hoje a estar longe dela, agradeço sempre a oportunidade que eu tive de fazer essas escolhas. Hoje, mesmo longe, mesmo sentindo falta da sua ausência física, sinto, sempre por perto, o carinho que ela emana, a preocupação, o amor. E sei que a qualquer momento eu posso voltar e o abraço estará lá me esperando.

PS: tudo que foi dito acima também se aplica à minha avó, que é minha segunda mãe.

sábado, 7 de agosto de 2010

curta-metragem

Veio tudo assim,
Pingado,
Gota a gota...
Como uma camada de orvalho,
Madrugadas adentro,
Foi grudando cada linha no papel.
O que daí saiu
Só lendo pra entender (ou não).
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A vida nos cobra certos papéis, mas não nos dá o roteiro a ser seguido. Somos atores sem texto e sem direção... Jogados num palco, com uma imensa platéia a nos assistir, resta-nos apenas improvisar todas as cenas e fazer de cada pequeno ato, um grande espetáculo.
Nesse grande teatro de casualidades sou muitos, sou vários, sou vasto. Me desdobro entre mil e um personagens, faces múltiplas de um único ser – Eu.
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Aos 24 andei por muito mais caminho do que um dia imaginei. Meus olhos (meio míopes, por sinal) já viram de tudo um pouco. Mas ainda há muito pra percorrer, muita paisagem pra avistar... Só sei que a poeira dos acontecimentos se misturou ao suor e lágrimas e, se não me transformou em uma fortaleza, pelo menos me deixou um couro grosso, que aguenta as pancadas que o destino dá, com uma resistência ímpar. Não é qualquer vento que me derruba.
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Como diria a escritora Lya Luft, de quem eu peguei esse verso e introjetei em mim: “com as perdas só há um jeito – perdê-las”. E é verdade: não adianta nada passar o resto da vida lamentando por aquilo que se foi, pois tudo tem seu tempo certo de acontecer. É claro que nada se vai sem nenhuma dor, mas pra que ocupar os braços com “adeuses” e enxugar de lágrimas se podemos deixá-los livres e abertos esperando pelo que virá?
E no mais, são nos momentos de perdas que compreendemos o real valor das coisas que ficaram e a importância das metas que ainda temos a cumprir. E ai nos cabe escolher entre permanecer e partir, entre o passado e o presente, entre aquilo que já não é mais nosso e aquilo que nos espera em outro lugar.
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Tristeza é quando o sol se põe no coração da gente. É aquela brisa gelada antes do amanhecer. É um rio correndo ao contrário, uma chama que escurece, em vez de brilhar. É o não querer, o não ser, o não se amar. É perder-se dentro de uma sala fechada. Tristeza é aquela janela que a alma abre para dentro.
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Insegurança é exatamente a sensação de não ter onde se segurar – aquela de olhar para todos os lados e não ver uma mão estendida, um sorriso salvador. É estar sozinho no meio da multidão. Insegurança é aquela vontade de não sair do lugar, de ficar dentro do casulo, não dar um passo, mesmo quando a vida exige de nós uma maratona. Insegurança é quando o medo pinta nos sonhos um sinal de alerta, mesmo não existindo perigo algum. Insegurança é querer algo e não lutar por isso. Insegurança é não se entregar, é percorrer um pântano de olhos vendados, é andar na corda bamba, um salto de pára-quedas no escuro, um tiro ao acaso. Insegurança é a mais pura forma de covardia.
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Conquista não é um jogo – se fosse, o maior jogador seria sempre o grande perdedor. Conquista não é um ritual, não precisa de palavras e gestos ensaiados – conquista acontece com uma simples troca de olhares, um sorriso, aquele silêncio que preenche espaços. Conquista-se alguém com um afago, uma palavra dita na hora certa (ou na hora errada), um fazer, um não fazer. Conquistar alguém não é o mesmo que conquistar algo – não há uma relação de posse, um possuidor e um possuído, mas sim uma relação de troca, em que todos saem ganhando. Conquista é aquele momento em que encontramos no outro aquele pedaço de algo que nos falta – e sempre nos falta algo, todos sabemos disso e, por isso mesmo, sempre procuramos alguém pra compartilhar nossas faltas.
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Quando alguém aprende a ser feliz, dificilmente se esquecerá disso um dia. Felicidade está nos pequenos e nos grandes gestos, nas entrelinhas dos acontecimentos, num suspiro, num desejo. E não há tristeza ou sofrimento, por maior que seja, que não se apague diante de um sorriso aberto, de uma mão estendida, do aconchego de um carinho. Quem perde o porto um dia, só se sente à deriva se não souber nadar, ou se não aprendeu que sempre há um bote salvador por perto. Sorrir é sim um bom remédio, e perceber que a vida é simples demais para que a compliquemos, e curta demais para que percamos tempo com bobagens, faz um bem danado.

Por isso tudo dificilmente me verás um dia triste. Aprendi desde cedo a sorrir, a dividir, a ser racional. A amar mais do que guardar rancor, a perdoar mais do que julgar, a ser sincero, humilde, e a acreditar no próximo. Possuir sentimentos como esses não me torna um fraco, ou ingênuo, pelo contrário, me faz forte o suficiente para enfrentar todas as adversidades.

E as adversidades são muitas, mas nada que não possa ser enfrentado com um pouco de paciência e muita coragem. Nada que abrir um belo sorriso não resolva. Por isso, lembro sempre e primeiro de mim, que o mais importante é minha felicidade, e que “os outros, são os outros, e só”.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Paixão

Paixão é uma droga – um ópio. É tão viciante quanto as mais viciantes substâncias alucinógenas. Reparem nos sintomas: taquicardia, sudorese, delírios, perda de apetite, déficit de atenção, mudanças bruscas de comportamento, irriquietação, insônia, perda de produtividade, depressão – lembra um usuário de drogas não é? – que nada... é apenas um apaixonado.
Paixão é aquele instante em que você esquece de si e passa a pensar mais no outro. Erro fatal. Não que eu admire ou incentive atitudes individualistas, mas ser egoísta faz parte do processo de vida. Pensar mais e primeiro em si mesmo, se amar mais, se valorizar, evita muitas decepções e dores. Nunca esqueço que todas as vezes que pensei mais no outro do que em mim, só quem saiu perdendo fui eu.
Paixão é sim um vendaval, melhor, um furacão. Daqueles que passam e deixam marcas profundas. Mas como toda boa tempestade, depois dela vem sempre a bonança. É o tempo de arrumar tudo, por todas as coisas nos seus devidos lugares, tirar a poeira do sapato velho e voltar a caminhar.
Mas apaixonar-se é bom – longe de mim dizer que não é. Como toda boa droga, a experiência lúdica, a excitabilidade extrema, as descargas hormonais, os picos de emoção, tudo isso é o grande barato a se aproveitar. Só digo que, assim como as drogas, prefira não experimentar a paixão. E caso cometa o erro de experimentá-la, faça com moderação e muito cuidado para não viciar.
Ao fim, cabe só lembrar: paixão é uma puta falta de sacanagem. Tenho dito!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Definições

Escutei ontem numa rádio, um dos melhores textos que ja escutei na vida... resolvi compartilhá-lo com vocês aqui...
ai vai ele...
o autor é o baiano, contoverso e um tanto louco (por isso, talvez, mais sábio que todos nós) Juca Chaves

Definições

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue;
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo;
Angustia é um nó muito apertado bem no meio do sossego;
Preocupação é um cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair do seu pensamento;
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa;
Certeza é quando a ideia cansa de procurar e pára;
Intuição é quando o seu coração dá um pulinho no futuro e volta rapido;
Pressentimento é quando passa em você o trailler de um filme que pode ser que nem exista;
Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora;
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja;
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento;
Sentimento é a lingua que o coração usa quando precisa mandar algum recado;
Raiva é quando o cachoro que é você mostra os dentes;
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração;
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma;
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros;
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente não podia;
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário;
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção esta dormindo e assume o mandato;
Vontade é o desejo que cisma que você é a casa dele;
Paixão é quando, apesar da palvara perigo, o desejo chega e entra;
Amor é quando a paixao não tem outro compromisso marcado.. não, não, não é isso... amor é um exagero... não, também não... um dilúvio, um mundaréo, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego... er... talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação... esse negócio de amor, eu não sei explicar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

aleatório

Coração é bicho solto, fera indomável – mula sem parelha. Nem adianta forçá-lo a gostar de alguém. Para amores, o coração é meio vesgo – sempre olha para o lado, quando deveria estar olhando para frente (e é sempre o lado errado). Em matéria de sentimentos, razão e emoção são duas peças que não se encaixam no quebra-cabeças da vida. E a vida segue com suas lágrimas que rolam e com seus corações que doem (e como doem).
E para todos aqueles que pescam pelos mares da vida, saibam que eu também sou um pescador. Já peguei peixe grande – dias de sorte; mas também tive meus dias de azar, em que perdi o peixe e até mesmo a linha. Peixes são mesmo animais escorregadios, tem a liberdade nas veias, não é nada fácil capturá-los. Nesses dias pensei que talvez o problema fosse o anzol inadequado ou a isca errada, mas em verdade não tinha problema nenhum, pois, parafraseando o ditado – um dia é do peixe, outro do pescador.
Por fim, caro pescador, aqui vai um conselho tirados das lições que aprendi em meus dias de pescaria: se o peixe lhe escapar, o bom é não chorar – não vale à pena. No máximo permita-se ficar triste, mas só um pouco, pois a alegria é o tempero da vida. Volte pra casa sem mágoa e já que o dia não tava pra peixe, coma carne.
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Ninguém vive de sonhos. Ninguém vive de dias que nunca aconteceram. Amores que nunca se realizaram, não enchem corações. Lábios que nunca se tocaram, são beijos não acontecidos. Propostas vêm e vão, mas nunca viveremos as que nunca foram. Vivemos o momento presente, não um futuro que imaginamos. Vivemos a realidade e esta, pode ou não ser mais cruel do que aquilo que idealizamos. Quem pinta a realidade somos nós mesmos e usamos as cores que queremos (ou possuímos) se você têm poucas matizes, poderá nunca ter um céu colorido, mas se usar a imaginação da forma correta, poderá ter o céu que quiser.

PS: Meu coração é um eterno pôr-do-sol, aqueles de dias quentes de verão. São mil tons de um vermelho vivo prenunciando uma noite mansa – leve brisa que acalma e fascina abaixo de um céu estrelado.

sábado, 10 de julho de 2010

pensamentos soltos...

É tão bom soltar as amarras, deixar as coisas seguirem seu rumo... é sempre um peso a menos para se carregar. Na vida, como em tudo mais, o melhor é agir sem pretensão, mas com afinco e parcimônia. Deixar que tudo corra em seu fluxo normal. Pensar sempre: o que é meu será só meu e de mais ninguém; o que não é meu, que o vento leve para um bom lugar.
As pessoas, assim como tempo, sempre passam por nós. Passam e se vão e aqui cabe a nós sermos fortes o suficiente para as deixarmos ir, sem angustia, sem ressentimento. Ou passam e ficam, nem que sejam por um tempo mínimo – cabe aqui aproveitarmos cadê instante, fazer todo o possível para que os momentos sejam os mais proveitosos e tirar de tudo uma lição que carregaremos conosco para sempre. Só não aprende nada com a vida quem não quer e é tolo aquele que acha que as coisas acontecem por mero acaso. Tudo está ai, tudo nos é dado para que possamos crescer.
Se no caminho há mágoas, choro, um pouco de dor, não se sinta envergonhado – chore o que tiver pra ser chorado, sinta doer (porque dói mesmo), mas não carregue isso para todo o sempre, faça disso tudo um breve instante. Não se fechar para as oportunidades que o mundo apresenta é a chave – toda hora acontece algo novo e se não tivermos atentos e preparados, elas passam por nós e podem nunca mais voltar.
O hoje é o tempo que importa, mas não adianta esquecer o passado, é de lá que tiramos as experiências necessárias para construir o amanhã que queremos. E se queremos muito algo, sem duvida ele acontecerá, basta que não fiquemos parados esperando ele acontecer. Nada acontece ao acaso, sem uma necessidade. E é fazendo o hoje acontecer da melhor forma possível, que alcançaremos o futuro que nos espera.
Se hoje o meu dia está nublado, tenho certeza que por trás das nuvens se esconde um sol pronto para me sorrir. Se agora estou triste, não tenho medo, ontem estava sorrindo, e daqui a pouco estarei novamente – sei disso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

sobre soprar a poeira

Tem um tempo que não passo aqui, não escrevo nada. Tem um bom tempo também que não ando navegando pelos blogs alheios – tem um tempo que abandonei certas leituras. Como já disse em outro texto, e de certa forma ouvi hoje, esse blog criou teia de aranha. Mas tem certos tempos que são necessários, tempos em que as idéias são amadurecidas, para que depois possamos saboreá-las com a uma fruta doce. Vir aqui de tempos em tempos é como revirar um baú velho e encontrar aquele álbum empoeirado: ao folheá-lo sempre terei a certeza de que encontrarei boas lembranças. Aqui também é assim.
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O que nos ensina a viver? As experiências da vida, os erros, os acertos, os amigos que temos, os milhões de livros de auto-ajuda que sempre dizem aquilo que já sabemos, ou será que somos pré-programados ou mesmo auto suficientes e já temos as respostas de tudo dentro de nós?
É um exercício interessante se olhar no espelho de vez em quando e se perguntar - quem é você realmente? o que há ai por dentro?
É importante também refletir sempre sobre tudo que nos acontece. Não adianta apenas fechar os olhos pra tudo que passa e fingir que nada aconteceu. As coisas vão acontecendo e a gente tem sempre que tentar ao máximo tirar proveito de todas elas. Os anos passam, a vida passa e vida a gente só tem uma. Quando a gente menos espera ela se vai. Aliás, a cada dia a vida se vai mais um pouco e quem não consegue acompanhar os caminhos que ela mostra acaba perdido num labirinto dentro de si mesmo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

ensinamentos

A vida me ensinou que é preciso ser forte e racional. Que para vencer os obstáculos é preciso paciência e coragem. Que os sonhos servem apenas para serem sonhados. Que os planos, se não os colocarmos em pratica, se perdem pelo tempo com outros que vem em seguida. Que se desejos existem, eles devem ser realizados. Ensinou-me ainda que amigos são mais que meras pessoas, são um sentimento. Que as paixões machucam, e que um coração dói de verdade quando um amor se vai. Que decepção é uma via de mão dupla, onde todos saem perdendo. Que de nada adianta vingança, ela não cura o mal que nos foi feito, só cria um circulo vicioso. Que palavras que foram ditas nunca voltam atrás, mas que um pedido de desculpa as faz ir embora. Que vale a pena acordar com um sorriso no rosto todos os dias, mas que também podemos nos dar o direito de ficar tristes de vez em quando, mas só muito de vez em quando. Que a vida tem infinitas faces e que podemos escolher várias delas ao mesmo tempo. E que se um dia nos perdermos num labirinto qualquer, devemos escalar o muro e passar por cima de tudo. A vida me ensinou a ouvir mais do que falar e a calar quando necessário. Só não me ensinou a mentir quando necessário – nasci com o defeito de falar a verdade, e de me entregar facilmente quando minto. Nasci com outros defeitos também, mas tenho certeza que minhas qualidades os superam, de forma que eles podem passar facilmente despercebidos. A vida me ensinou várias coisas – em 24 anos sei que aprendi mais do que muitos que estão ai beirando os 100. A vida só não me ensinou a amar direito, amo torto, como um anjo que voa com uma asa só. Quebro a cara, choro, me machuco, e continuo sempre olhando pro lado errado, amando quem não se deve. Um dia, quem sabe, a vida me puxa pelo braço e resolve me ensinar como se ama, se é que pra isso tem aula ou lição. Ou então eu continuo com minha asa só, voando por ai.

terça-feira, 11 de maio de 2010

fragmentos

De tudo que tenho mais saudade, são das coisas que não vivi as lembranças que mais me apertam o peito. Porque o que vivi, guardo como fotos na memória cada pedacinho de lugar, cada cheiro, sorriso, sons e todos os sentimentos (bons e ruins). Mas o que não vivi, nunca me pertenceu e desses momentos não guardo nada, apenas aquela nostalgia de fim de pôr do sol.
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Quando era guri o tempo demorava muito pra passar. Cada dia se arrastava por infinitas horas e um ano valia por muitos. Hoje, o tempo passa numa pressa tão grande, vai sem olhar para trás, tão veloz que quase não dá pra acompanhar. Um dia quando não pudermos mais acompanhá-lo, a solução mais sublime será mesmo soltar suas rédeas e, após um breve aceno, deixá-lo ir para onde queira.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

desejo

De duas coisas bem desejáveis, tem duas que eu desejo muito. A primeira é ser feliz e a segunda é encontrar um amor, que eu ame e que me ame, e que dure a vida toda. Pensarás tu, ao ler isto aqui, que eu desejo as coisas mais fabulosas e difíceis do mundo e que, no mínimo, estarei eu delirando. Respondo eu, desde já, que o pedido é pouco, nada demais. Não peço dinheiro, mesmo precisando dele; não peço saúde, mas espero tê-la sempre comigo, não peço sucesso, ou outras coisas mais. Só felicidade e amor.
Quero ser feliz a todo instante, não tendo um centavo o bolso, ou tendo a conta bancária mais que superlotada. Quero ser feliz, como estou hoje, em plena forma física e bem de saúde ou mesmo que não esteja um dia. Simplesmente quero ser feliz, sorrir, mesmo quando for pra chorar, ou mesmo chorar se quiser, porque se emocionar é um presente da alma. Quero ser feliz com a simplicidade do instante ou com o mistério do universo, Feliz, só isso.
Mas felicidade nunca se tem por completo quando se está sozinho, quando não se compartilha com alguém. Por isso quero também um amor. Amor de qualquer forma: de amigo, de amante, de irmão. Amor sem fronteiras, sem escalas, sem escrúpulos, sem pudor. Quero um amor daqueles que não precise perguntar que o amo o tempo todo, mas só de olhar em seus olhos eu tenha a resposta disto. Quero um amor, pra dividir toda a felicidade que sentir.
Por isso faço somente faço esses dois pedidos. Se os terei realizado um dia eu já não sei, mas não me importo também – tudo na vida a gene pode conquistar. Basta quere e lutar, sempre!