segunda-feira, 9 de junho de 2008

pensamentos aleatórios

O que nos ensina a viver? As experiências da vida, os erros, os acertos, os amigos que temos, ou será que somos pré-programados ou mesmo auto suficientes e já temos as respostas de tudo dentro de nós mesmos?
É um exercício interessante se olhar no espelho de vez em quando e se perguntar - quem é você realmente? o que há ai por dentro?
É importante também refletir sempre sobre tudo que nos acontece. Não adianta apenas fechar os olhos pra tudo que passa e fingir que nada aconteceu. As coisas vão acontecendo e a gente tem sempre que tentar ao máximo tirar proveito de todas elas. Os anos passam, a vida passa e vida a gente só tem uma. Quando a gente menos espera ela se vai. Aliás, a cada dia a vida se vai mais um pouco e quem não consegue acompanhar os caminhos que ela mostra acaba perdido num labirinto dentro de si mesmo.

[...]

Ontem eu chorei. Não chorei por alguém, como das últimas vezes. Chorei ao ler um livro que me fez lembrar de alguns sentimentos e momentos lindos que há dentro de mim. Chorei de nostalgia, de saudade de um tempo que se passou, como todo tempo há de passar, mas que ficou marcado em mim, em meus pensamentos e em meu coração.

PS: O nome do livro é "Marley & Eu"

domingo, 8 de junho de 2008

lembranças


Quando penso que te esqueci
me lembro que pensar em te esquecer
é lembrar mais uma vez de ti.
Qaundo sinto que te esqueci
um arrepio percorre minha pele
e sinto seu corpo junto ao meu.
Quando acredito que deixei de te amar
escuto uma música
e meu coraçao teima em apertar
lembrando que num cantinho
ainda há todo amor que separei pra ti.
Quando vejo o tempo que passou
vejo que o tempo não consegue apagar nada
apenas transformar tudo em nostalgia,
em um pontinho de lembrança
que me faz cada vez mais
pensar, sentir e te amar.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

This is the last time

Há uma frase velha, mas recorrente por trazer uma verdade imutável. Eis ela: " o tempo passa".

E realmente, o tempo passa e com ele tudo que antes foi, deixa de ser e vai se perdendo por ai. As dores de cabeça, as angústias, as tristezas e até mesmo o amor se perde no turbilhão de novos acontecimentos.
O que era sonho, mágica, calor, sorrisos, novidades... tudo fica pra trás, tudo vira apenas lembrança e nostalgia, tudo volta a ser o que era antes - nada.

Hoje eu to me sentindo só.
Aliás, solidão é minha companheira de longa data. Não é que faltem pessoas ao meu redor, mas a solidão da alma é que me aperta. E mesmo com todo sorriso estampado no rosto, mesmo com toda a felicidade que transborda pelos poros ainda há um vazio aqui dentro.
_________________________

Mesmo passando a borracha por cima de tudo, as marcas sempre ficam no papel. É só passar o dedo e sentir - com o tato e com a alma!!!!!

domingo, 4 de maio de 2008

faxina

De vez em quando é bom parar um pouco, sentar, revirar tudo que vamos acumulando com o passar do tempo, e fazer uma boa faxina. Não somente uma faxina no quarto ou na casa, mas uma faxina na alma.
Todos os dias vamos tendo novas experiências e todas elas vão sendo guardadas - tem uma hora que estamos tão atulhados de coisas que chega o corpo ficar pesado. Essa é a hora de arrumar tudo por dentro. Essa é a hora de colocar as coisas em ordem, classificá-las, guardar as boas e jogar fora (sem nenhum remorso) as coisas que não prestam.
To fazendo isso nessas ultimas semanas. È um processo difícil, chato, cansativo, mas necessário. Nos últimos tempos vivi momentos tão intensos, tive emoções tão fortes, senti coisas tão surpreendentes que chegou a hora da velha faxina.
Só sei dizer que alma ta ficando leve. Tenho tido muito menos preocupações, muito menos coisas pra ficar pensando e refletindo, tenho ate dormido mais e melhor. Resolvi afastar de mim todas as coisas que vinham me preocupando, mas que não me cabiam mudar. Percebi que não vale a pena ficar esquentando a cabeça com atitudes que os outros tomam – se a intenção é me machucar saiba que agora eu to sendo indiferente a isso tudo. Ser indiferente é a resposta pra tudo, e tem funcionado bem.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

serenidade, coragem e sabedoria

Tem uma oração muito bonita que diz mais ou menos o seguinte:

"Pai...
daime-se serenidade pra aceitar as coisas que eu não posso mudar;
coragem pra mudar aquilo que posso;
e sabedoria pra distinguir as duas coisas."

Tenho pensado muito nela. Porque ao mesmo tempo em que se pede serenidade (resignação) para aceitar as mudanças que nos são impostas, as quais não temos nenhum controle, pede-se ainda coragem para podermos enfrentar os desafios que nos são impostos e também sabedoria pra descobrir qual a hora de lutar ou tirar o exercito do campo de batalha.
___________________

Já falei aqui algumas vezes do quanto eu gosto de meus amigos. O quanto eles são importantes pra mim. A quase quatro anos eu não moro mais com minha familia e eu devo em grande parte a eles toda a força que possuo pra seguir em frente. Muito do que aprendi, muito daquilo que sou hoje eu devo às pessoas que escolhi pra me acompanharem ao meu lado. Com meus amigos eu divido muito mais do que meus momentos felizes - eu divido aprendizados, divido conselhos, divido carinho. Sei que não sou a melhor pessoa, sei que tenho meus defeitos (e procuro a cada dia consertá-los), sei também que às vezes cometo erros (muito mais por inexperiência do que por maldade), mas sei também das minhas virtudes e das horas em que tomo as decisões certas.

To triste no momento, porque estou longe de um amigo que gosto muito. To mais triste ainda porque outro amigo que também tenho um carinho enorme resolveu se afastar de mim. O pior é que no primeiro caso as coisas ocorreram mais por falta de comunicaçao e por orgulho, do que por outras coisas mais sérias; e no segundo caso eu nem sei mesmo porque as coisas ocorreram, não sei o motivo do afastamento.

Só sei que mais uma vez eu volto à oração do começo e peço bastante serenidade pra entender aquilo que não cabe a eu mudar... e muita coragem pra fazer as coisas que me são devidas.
___________________

aonde quer que vá
levo você
no olhar.
aonde quer que vá...
aonde quer que eu vá...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

...

Será normal possuir esse tanto de incertezas? Será normal possuir esse tanto de coisas não ditas e que ficam presas aqui na garganta?

Não há nada mais frivolo e volátil do que sentimentos. Não há nada tão efêmero e inconstante quanto o tempo. Às vezes parece que as coisas se aceleram e tudo passa mais rápido - vai tudo ficando pra trás num amontoado de lembranças e bate uma nostalgia tremenda. Outras vezes parece que o tempo não quer andar, e o que vem pela frente demora a chegar e é a ansiedade que vem com força total.

Minhas incertezas sobre o que é certo ou errado, sobre o que é bom ou mau, sobre o justo e o injusto, sobre o ser e o não ser e o será se aprofundam cada vez mais. E isso tem relaçao direta com o passar do tempo, com as experiencias que vivo e com as pessoas que conheço. Sinto que a cada pessoa que conheço eu conheço muito menos a humanidade como um todo; a cada experiencia que tenho, vejo que há milhares de outras que nao tive e outras que nunca terei.
_________________________

Puta que pariu... que merda é essa que ta acontecendo?

reticências

Na vida há mais reticências do que pontos finais...

Por isso eu sigo em frente,

Não paro

Nunca.

E de vez em quando eu até olho pra trás

lembro de coisas, escuto vozes,

Sinto.

E minha alma também sente.

Mas é o ponteiro do tempo

Que define o ritmo frenético da vida

E tudo passa,

Tudo se vai.

Ontem eu era rio,

Hoje eu sou humano...

Amanhã não sei o que serei.

domingo, 13 de abril de 2008

sem papo

Ainda tenho demorado muito pra passar por aqui e escrever algo, mas é que não me tem ocorrido nada tão marcante e suficentemente importante que mereça um escrito. Além do mais o passado está tão presente que as coisas que escrevi a uma, duas semanas atrás, estao mais do que atuais. Não que eu viva de coisas passadas, mas é que o futuro teima vir em movimentos cíclicos (será que Buda e seu círculo de "karma" estão mesmo corretos?).

Ontem, numa filósfica conversa pelo msn, discutia com um ineterlocutor (ou será interdigitador?) sobre amor e outras tantas coisas desnecessárias. Papo interessante. E depois de muita besteira dita, a pergunta que ficou foi: porque estamos conversando sobre este assunto mesmo? Resposta: - nao sei, mas vamos mudar de de assunto?
__________________

Tem coisa pior do que ser esquecido? - Tem sim: é ser esquecido por um amigo. Eu odeio indiferença, odeio não ser notado, não visto. Pior que tudo isso é quando essa indiferença, esses esquecimento, vem de alguem que se gosta muito.
- To sendo repetitivo? - que nada... é só um recurso estilistico pra reforçar a indginação!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

´sem titulo

Adoro ser humano. Mesmo com todas as minhas dúvidas, incertezas, medos, inseguranças, decepções, mesmo que de vez em quando bata uma desesperança e eu não cosiga enxergar além das lágrimas que caem - eu adoro ser humano.

Hoje eu estou entrospectivo (e quando eu nao estive?). Já disse uma vez que pensar é minha sina e minha salvação - e é verdade. Penso demais e sobre tudo e mesmo quando não é pra pensar (é so pra sentir) eu penso.

Agora mesmo to ouvindo uma musica e pensando - to aqui pensando em tantas coisas boas, tantos momentos bons que tenho tido, tantas coisas boas e tantas pessoas boas que estão ao meu lado nesse momento. Se eu tivesse que escolher um momento mais feliz da minha vida eu diria que é esse - mesmo nao estando ao lado de quem eu quero estar agora, mesmo que tenha alguns pequenos problemas pra resolver e alguns ajustes pra fazer esse é um momento muito feliz.

entao é isso!!!!!

terça-feira, 1 de abril de 2008

brevidades

Tempo, distância... tudo tão matematicamente constante, tudo tão sensorialmente volátil. 24 horas - tempo demais ou tempo de menos? pra que? (pra alguma coisa, pra nada, pra tudo...). Perto, longe, aqui e ali - às vezes posso até te tocar, mas nao te sinto... outras tantas, mesmo longe, posso te sentir perto de mim, e sempre posso te sentir dento de mim. Sonhos - tudo tão assustadoramente irreal, tudo tão inconscientemente ideal. Às vezes me sinto nuvem, às vezes me sinto pedra, às vezes me sinto nada e tem vezes que nem chego a sentir.