segunda-feira, 21 de abril de 2008

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Será normal possuir esse tanto de incertezas? Será normal possuir esse tanto de coisas não ditas e que ficam presas aqui na garganta?

Não há nada mais frivolo e volátil do que sentimentos. Não há nada tão efêmero e inconstante quanto o tempo. Às vezes parece que as coisas se aceleram e tudo passa mais rápido - vai tudo ficando pra trás num amontoado de lembranças e bate uma nostalgia tremenda. Outras vezes parece que o tempo não quer andar, e o que vem pela frente demora a chegar e é a ansiedade que vem com força total.

Minhas incertezas sobre o que é certo ou errado, sobre o que é bom ou mau, sobre o justo e o injusto, sobre o ser e o não ser e o será se aprofundam cada vez mais. E isso tem relaçao direta com o passar do tempo, com as experiencias que vivo e com as pessoas que conheço. Sinto que a cada pessoa que conheço eu conheço muito menos a humanidade como um todo; a cada experiencia que tenho, vejo que há milhares de outras que nao tive e outras que nunca terei.
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Puta que pariu... que merda é essa que ta acontecendo?

reticências

Na vida há mais reticências do que pontos finais...

Por isso eu sigo em frente,

Não paro

Nunca.

E de vez em quando eu até olho pra trás

lembro de coisas, escuto vozes,

Sinto.

E minha alma também sente.

Mas é o ponteiro do tempo

Que define o ritmo frenético da vida

E tudo passa,

Tudo se vai.

Ontem eu era rio,

Hoje eu sou humano...

Amanhã não sei o que serei.

domingo, 13 de abril de 2008

sem papo

Ainda tenho demorado muito pra passar por aqui e escrever algo, mas é que não me tem ocorrido nada tão marcante e suficentemente importante que mereça um escrito. Além do mais o passado está tão presente que as coisas que escrevi a uma, duas semanas atrás, estao mais do que atuais. Não que eu viva de coisas passadas, mas é que o futuro teima vir em movimentos cíclicos (será que Buda e seu círculo de "karma" estão mesmo corretos?).

Ontem, numa filósfica conversa pelo msn, discutia com um ineterlocutor (ou será interdigitador?) sobre amor e outras tantas coisas desnecessárias. Papo interessante. E depois de muita besteira dita, a pergunta que ficou foi: porque estamos conversando sobre este assunto mesmo? Resposta: - nao sei, mas vamos mudar de de assunto?
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Tem coisa pior do que ser esquecido? - Tem sim: é ser esquecido por um amigo. Eu odeio indiferença, odeio não ser notado, não visto. Pior que tudo isso é quando essa indiferença, esses esquecimento, vem de alguem que se gosta muito.
- To sendo repetitivo? - que nada... é só um recurso estilistico pra reforçar a indginação!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

´sem titulo

Adoro ser humano. Mesmo com todas as minhas dúvidas, incertezas, medos, inseguranças, decepções, mesmo que de vez em quando bata uma desesperança e eu não cosiga enxergar além das lágrimas que caem - eu adoro ser humano.

Hoje eu estou entrospectivo (e quando eu nao estive?). Já disse uma vez que pensar é minha sina e minha salvação - e é verdade. Penso demais e sobre tudo e mesmo quando não é pra pensar (é so pra sentir) eu penso.

Agora mesmo to ouvindo uma musica e pensando - to aqui pensando em tantas coisas boas, tantos momentos bons que tenho tido, tantas coisas boas e tantas pessoas boas que estão ao meu lado nesse momento. Se eu tivesse que escolher um momento mais feliz da minha vida eu diria que é esse - mesmo nao estando ao lado de quem eu quero estar agora, mesmo que tenha alguns pequenos problemas pra resolver e alguns ajustes pra fazer esse é um momento muito feliz.

entao é isso!!!!!

terça-feira, 1 de abril de 2008

brevidades

Tempo, distância... tudo tão matematicamente constante, tudo tão sensorialmente volátil. 24 horas - tempo demais ou tempo de menos? pra que? (pra alguma coisa, pra nada, pra tudo...). Perto, longe, aqui e ali - às vezes posso até te tocar, mas nao te sinto... outras tantas, mesmo longe, posso te sentir perto de mim, e sempre posso te sentir dento de mim. Sonhos - tudo tão assustadoramente irreal, tudo tão inconscientemente ideal. Às vezes me sinto nuvem, às vezes me sinto pedra, às vezes me sinto nada e tem vezes que nem chego a sentir.

segunda-feira, 31 de março de 2008

mais um dia

Escrever aqui é minha forma de desabafar, de colocar pra fora tudo aquilo que tá me incomodando por dentro. É também uma sina e um hobby. Às vezes demoro pra escrever e às vezes escrevo até mais de uma vez ao dia - isso porque tem horas que as coisas demoram a querer sair e há outra em que o dificl é segurar tudo aqui dentro.
Sei que às veze sou repetitivo, mas são sepre as mesmas coisas que me afligem, só mudam os personagens. Também sei que so passo aqui pra contar angustias, mas é que só sinto essa tremenda vontade de desabafar quando esou triste - quando to alegre o que eu mais quero é curtir o momento.
Às vezes pareço mais que confuso, pareço mais que louco, dizendo coisas desconexas ou descompassadas. às vezes a escrita nao consegue acompanhar a velocidade do pensamento e tudo sai num turbilhão de emoções.
Continuo indefinido, sem animo, com medo e insegur. Faço coisas que nao quero, deixo de fazer coisas que quero muito fazer. Calo quando deveria falar e choro quando tudo me aperta. Depois me arependo de tudo que fiz (ou que deixei de fazer) e sigo sem saber que rumo tomar.
nao sou pessimista, pelo contrario. Tento ver tudo com "bons olhos". Sempre abro espaço na mente pra poder pensar "o outro lado das coisas". Nunca fecho meu pensamento pra dialétia ou para o diálogo. De brigas eu corro longe, sou um pacifista e um pacificador. Sou mais juiz que advogado (nao sei comprar briga de ninguem). mas de que adianta isso tudo - a vida nos passa rasteiras, os outros se aproveitam e riem de nos.
Me sinto ás vezes como um peixe fora d'água, vivendo num mundo que não é meu, vivendo num tempo que não me comporta. Sempre foi assim - essa solidao, esse monte de perguntas, essa incompreensão, essa vontade de dividir isso tudo com alguém e esse alguem que teima em aparecer.
E a pergunta que resta é onde isso tudo vai dar? Onde desagua esse rio que há em mim?

domingo, 16 de março de 2008

DOMINGO

O mundo da voltas, anda em circulos, mas às vezes sai dos trilhos, vira uma espiral e termina virando um labirinto. E eu, tolo, me perco nisso tudo, me perco até de mim. Não sei o que faço, nao sei por onde ando, nao sei mais o que pensar. Queria mesmo nao pensar. Vivo cheio de contrastes, de duvidas e medos. Minha unica certeza é que minhas certezas foram todas embora, estão por ai, sem rumo nem remo nesse grande oceano. E o que falar dessa saudade que me dói aqui por dentro, dessa nostalgia, dessa vontade de dizer coisas que nunca disse, de fazer coisas que deixei pra trás, de voltar no tempo e apagar erros cometidos, ou nem apagar nada... so voltar no tempo pra viver tudo novamente. Tudo aqui por dentro ta em cacos, e eu choro assim como a chuva cai la fora. E eu me pego lembrando de coisas, sinto cheiros, escutos sons e é tudo tão bom, ta tudo tão perto e ao mesmo tempo tão distante. Queria mesmo é um colo, pra colocar minha cabeça, fehar meus olhos e, nem que seja por um instante esquecer disso tudo.

quarta-feira, 12 de março de 2008

poema de uma amor perdido

Saio por ai dizendo que estou feliz.
Finjo sorrisos,
Escondo de mim mesmo sentimentos
Que teimam em aparecer.
Saio por ai mostrando força
Com medo que minhas fraquezas
Se rebelem
E me dominem.
Ando por ai
- Sozinho -
Carregando comigo
A tempestade que me assola,
O vento que me varre
E me leva embora de mim.
Enxugo lagrimas que teimam em correr,
Pinto sóis onde só ha nuvens
- Escuras -
Como a solidao que há em mim.
Não ha nada em mim
A nao ser a saudade que tenho de ti.

segunda-feira, 10 de março de 2008

amar se aprende amando


De onde será que vem essa inquietude, esse estado de nunca estar bem, essa agonia que se revira e se revolta aqui por dentro?
Tenho vivido dias bons: retorno às aulas, ansiedade pré-monografia, boas noticias, mas sei e sinto que me falta algo maior, me falta algo que me deixa um vazio muito grande por dentro e que não faz meu sorriso ser 100% de alegria.
Não tenho andado triste, não tenho chorado mais, às vezes passo grandes momentos sem lembrar, mas tem horas que todas as lembranças vem em conjunto e tudo por dentro mudade de cor - fica cinza, e bate uma tristesa, uma saudade. Eu tento ser forte, tento segurar tudo aqui dentro, mas eu nao consigo, não sou forte o suficiente. Tem uma frase que diz: "saudade é sinal de que tudo valeu a pena" - é verdade. Assim como é verdade dizer que "amar se aprende amando" - e eu não tive medo de amar. Mas hoje tenho vergonha e medo desse sentimento que eu tenho aqui dentro, e fico tentando esconder. Esconder dos outros é fácil, é so pintar um sorriso amarelo no rosto, fingir uma felicidade que não existe e tudo se resolve. Dificil mesmo é esconder isso tudo da gente mesmo - simplesmente não dá.
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Esperava que fosse como eu imaginava
Mas todo sentimento escapa à letra escrita
E sem ter nem um nem outro
Emolduro a luz que por dias me iluminou.

(extrato do livro "amar se aprende amando" de Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 3 de março de 2008

alguns pensamentos


Hoje tive o primeiro dia de meu ultimo ano de faculdade. Foi difícil não entrar na sala de aula e não lembrar do primeiro dia que eu cheguei, em 2004, para o primeiro dia do primeiro ano. O tempo passa muito rápido, e deixa tudo pra trás num amontoado de boas recordações. Parece que foi ontem que eu era ainda um menino que nem sabia o que queria pro futuro, não sabia qual profissão escolher; parece que foi ontem que eu terminei o 3º ano e fiz meu primeiro vestibular, ainda cheio de duvidas se era aquilo mesmo que eu queria pra minha vida.

Hoje os tempos são outros, as duvidas e inquietações também são outras, mas é tempo de sentar e refletir sobre o que virá. È tempo de arrumar tudo, colocar tudo em ordem e de me dedicar ao máximo pra que nesse ultimo ano saia tudo perfeito. È tempo de quebrar a cabeça com a monografia, é tempo de aproveitar ao máximo os colegas, é tempo de estudar pra OAB, é tempo de curtir as festas no inferninho, é tempo de fazer muita coisa.

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De que adianta ficar protegido numa redoma de vidro e não poder viver. De que adianta o conforto e a segurança quando se vive mesmo é com aventuras e riscos. Foi caindo e me machucando que aprendi a andar de bicicleta, foi me ralando que peguei as melhores frutas nos quintais dos outros, foi correndo riscos que realizei meus maiores desejos, foi vivendo de aventuras que tive momentos inesquecíveis e foi sem medo de amar que eu fui feliz.

Não tenho medo de amar, nem tenho vergonha de ter amado. Parei um instante e fiquei pensando se é errado amar quem não gosta da gente, ou se é vergonhoso ter esse sentimento por alguém que não nutre o mesmo por nós – cheguei à conclusão que não, definitivamente não é errado amar. E todo sentimento que eu tive aqui dentro só fez de mim uma melhor pessoa a cada dia, só me fez sentir cada dia mais disposto, cada dia mais cheios de planos e sonhos, cada dia mais feliz.


"Se chorei nao foi porque perdi, mas sim porque amei"

(
Bader Pires)

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Acho que perdi meu manual, ou nem sei se um dia tive um. Só sei que eu andei procurando por ele pra ver como é que se concerta tudo aqui por dentro e nao o achei.
São tantas perguntas e tao poucas respostas pra tudo. Tanta dúvida, tanta incerteza e um medo que chega de mansinho e teima em tomar conta de tudo.
E o pior é essa eterna sensação de solidão. São poucos os momentos que eu sinto que não to sozinho, são poucos os momentos que eu sinto que tem alguem partilhando isso tudo comigo. E o que me dói e me aperta é ver que quando mais eu to bem, que quando menos eu me sinto só, vem uma tempestade e me leva tudo embora.
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Sinto mesmo é a presença de Deus constantemente ao meu lado. Só ele me dá o conforto necessario nas horas dificeis e a força necessaria pra enfrentar tudo de cabeça sempre erguida.