terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

verso simples

Tem um verso de uma música de Legião Urbana... deixa eu colocar aqui: “tenho andado distraído, impaciente e indeciso, e ainda estou confuso, só que agora é diferente, to tão tranqüilo e tão contente” que expressa muito bem tudo que estou sentindo agora. É um sentimento confuso, misto de alegria, euforia, ansiedade, mas sempre com uma pontinha de melancolia, tristeza e solidão.
É estranho estar assim. Nos últimos tempos têm acontecido tantas coisas boas em minha vida, que poderia estar sorrindo à toa. Mas felicidade realmente é um sentimento estranho, não adianta só bons acontecimentos, é preciso algo muito maior pra ela se instalar definitivamente e por mais que eu esteja alegre, meu coração ainda aperta, minha mente ainda viaja em pensamentos e meus sentimentos são cada vez mais confusos.
Posso explicar tudo por partes...
1 – Estou feliz... isso é fato. Nunca estive num momento de tantas realizações, planos que se materializam, sonhos que acontecem. Mas felicidade é somente alcançar os objetivos? - Acredito que não. Ter o que quero, ou ser o que almejo me trazem muitas alegrias, mas falta algo, e é justamente essa ausência, esse vazio que me abraça.
2 – Estou confuso e com medo... pois realizar os objetivos impõem buscar novos. E é ai que as perguntas surgem: - o que quero mesmo para minha vida daqui pra frente? Qual o caminho a percorrer? - a estrada da direita, da esquerda ou nenhuma delas?
3 – Impaciente, indeciso... marcas registradas de um capricorniano nato. Esse mesmo que não suporta atrasos, compromissos desmarcados sem motivo prévio. Capricorniano que precisa de tudo metodicamente programado e planejado pra se sentir à vontade com a situação. Nada de planos novos, de surpresa... se é algo que eu quero, tem que ter metas milimetricamente traçadas, mesmo que depois eu tenha que pular para o plano B (que também foi pensando antecipadamente).
E assim, poderia colocar outros versos de musicas aqui também... há dezenas deles onde me encontro, onde encontro meus momentos. Dezenas de versos onde meu coração dispara, onde os pensamentos flutuam e eu preciso me agarrar ao chão pra não ser levado por eles. Mas por hoje basta apenas este, nada mais é preciso dizer quando a melodia de uma canção é mais forte que as próprias palavras e calar e ouvir é a única saída.

sábado, 12 de dezembro de 2009

De volta, outra vez

Depois do grande recesso, mais uma vez é hora de passar por aqui para limpar a poeira que se acumula. Dessa vez bem forte, porque, sem dúvida, esse foi o maior tempo que passei longe disso aqui. Não vou mentir dizendo que senti saudades, foi um afastamento mais que necessário. Mas também não posso mentir que não fez nenhuma falta. Às vezes senti sim um impulso, vontade mesmo de vir aqui escrever algumas linhas. Só que,ao chegar, todo o impulso se ia e os pensamentos se perdiam pela memória.
Quem escreve, seja lá o que for, mesmo que seja apenas um blog como esse, sempre escreve imaginando um leitor qualquer apreciando a escrita. Seja pra rir, se emocionar, gostar ou não, quem escreve sempre escreve pra alguém. Durante muito tempo, sempre escrevi e escondi isso aqui, depois percebi que era loucura, pois o que se escreve sempre merece ser lido. Se não é assim, deixe sem escrever, deixe somente no intimo.
Foi nesse ponto que percebi porque nao vinha mais aqui escrever o que sentia, como escrevia antes. Era porque nao queria que ninguem mais lesse, queria so pra mim, ou pra alguem que porventura eu contasse. Se estou aqui agora, é por que o contrario se deu, estou escrevendo porque quero que isto seja lido. E daqui pra frente sei que virei mais vezes.
Entao é isso, caro leitor que um dia ler esse texto. Se veio aqui foi com algum motivo, se foi so de passagem, seja bem vindo, fique mais um pouco. Leia mais, me conheça melhor. Se ao final de alguns minutos sentir-se bem, volte outras vezes, senao sentir-se, me desculpe, mas pode ir embora, esse mundo não é o seu, procure outro que te agrade e boa sorte.

domingo, 18 de outubro de 2009

pensamentos alcoolicos

Nada como uma boa dose de álcool no sangue para fazer a gente pensar sobre certas coisas. Uma boa dose para fazer a gente ter um bom papo sério, sem tudo ficar sério ao redor. É duro admitir, mas de alguns copos de cerveja pode sim surgir um insight.
E foi assim, com a cabeça rodando, e a cerveja rodando e o estomago rodando, que parei mais uma vez para pensar em amizade.
Acompanhe o raciocinio: não ha sentimento, ou relação, como queira, chamar, mais complicada que esta; é uma linha tênue em que a gente caminha e oscila entre se entregar de corpo e alma, ou se fechar como uma concha.
Eu, feliz ou infelizmente, não sei, sou muito aberto em tudo que faço. E com minhas amizades não é diferente. Pode ser ingenuidade, ou mesmo idiotice, mas sou assim, aberto e compartilhar meus momentos com quem está ao meu lado é um praer imenso. Mas sabe quando você olha para o lado e vê que a reciprocidade não é a mesma?
Às vezes paro e penso sobre o q fazer numa hora dessas. Ainda não sei a resposta, mas so por procurá-la dá para perceber que há algo errado no ar. É por isso que, infelizmente, a única alternativa é fechar-se cada vez mais e continuar a refletir, mesmo que seja com uma boa dose de álcool no sangue.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

de volta - outra vez!!!

Quanto tempo que não passo por aqui. E quanta saudade de parar, sentar e dedilhar o teclado do PC, como quem dedilha um piano, mas apenas para escrever algums besteiras... É, ainda acho que tudo que esta aqui são apenas besteiras, mas é que são minhas besteiras e elas para mim sao muito caras.
Tenho estado feliz, e ja percebi que quando estou assim, geralmente demoro a vir aqui. Felicidade me inspira a viver, viver bem... felicidade só naõ me inspira a escrever. Não sei porque, mas é só quando to triste que os textos fluem por entre os dedos e saem da mente.
De qualquer forma aqui estou eu. E de todas as palavras que poderia utilizar aqui, a que me ocorre agora é dizer obrigado. Estou aqui agradecendo a todo este momento de felicidade que estou tendo, e agradeço a isso a quem realmente é o responsável por tudo isso - a Deus.
Fico intrigado com a maioria das pessoas, e até mesmo comigo que tem medo, vergonha, não sei o que de dizer que acredita em Deus, que está agradecido a ele por tudo. Me conforta somente pe que mesmo Pedro o negou, por tres vezes, mas mesmo assim Deus teve um projeto para ele.
Eu, tenho procurado não negar mais aquilo que acredito. Não negar mais o que sou, nem aquilo que quero. A pior coisa que pode haver eh negar-se. Aprender essa pequena liçao para mim foi duro, mas enfim aprendi e só tenho ganhado com isso.
Para todos que perdem um tempinho de seu tempo lendo esse texto, so tenho a dizer que façam o mesmo. Não tentem enganar-se, fugir dos seus sonhos, somente para agradar os olhos alheis. Vivam, o mais intesaente possivel. Só assim vai valer a pena olhar para tras e ver que nada foi deixado de lado, nem em branco.
Abração a todos e até qualquer hora.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

diário de bordo

Aqui vai um pequeno escrito da viagem acontecida. Nada muito longo, pois os acontecimentos foram muitos e intensos, e levaria horas se fosse contar todos os pormenores. Então aqui vai:

Viagem até Salvador (de ônibus - péssima). Espera no aeroporto, sono, zuação. Viagem até Curitiba, escala, São Paulo, novo vôo. Enfim Curitiba – primeira vez no sul do Brasil. Primeiro passeio de ônibus, e como o transporte aqui funciona bem. Hotel – descanso merecido(hotel legal por sinal). Primeira noite de balada – buate... (risos)... primeira de algumas noites maravilhosamente perdidas. Primeiro (de muitos) beijos. Segundo dia. Acordar mais cedo do que o merecido. Café da manha (delicia). Universidade Positivo – sessão de fotos. Volta para o hotel, descanso. Passeio no shopping – encontro. Segunda noite na balada – hehehe... nem conto como a noite terminou. Terceiro dia. Acordar mais cedo que no primeiro dia. Esperar os retardatários. Almoço no shopping. Passeio no jardim botânico. Volta para o hotel, descanso. Balada de novo, em uma nova balada. Mais beijo, mais diversão, mais curtição. Quarto dia – domingo. Dia comprido, chuva. Grandes passeios – Centro Cívico, Ópera de Arame, Praça do Japão – tudo muito lindo, inesquecível. Tarde de frio, volta para o hotel, descansar mais um pouco. Balada mais calma na noite – apenas um barzinho, sem badalações, mas já com despedidas. Quinto dia – segunda – feriado. Acordar tarde, dia mais frio do passeio. Almoço no shopping, passeio pelo centro – mesmo com chuva. Muitas fotos e risadas em um passeio a quatro. Descanso no hotel. Mais uma noite na balada – ultima balada em Curitiba nessa viagem. Noite melhor impossível. Muitos beijos e saudade. Dormir tarde, acordar cedo. Ultimo dia. Alguns percalços. Chuva em Sampa – aeroporto congestionado. Nostalgia, saudade, felicidade. Palavra de ordem – felicidade.

E esse foi o relato. Quem quiser saber mais que faça uma viagem igual.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ali e de volta

Estou de partida... não de vez, nem para onde queria ir, mas estou de partida. Sei que é somente uma semana, apenas alguns dias, mas só a sensação de sair da inércia, de estar em outro lugar já satisfaz (em parte) o desejo de ir embora.
Não sei se vocês já sentiram alguma vez, mas sempre tive a sensação de não pertencer ao lugar onde vivo. É a velha estórinha do peixe fora d'água... as vezes é o lugar, outras vezes me sinto fora de tempo... mas sempre me sinto deslocado.
Hoje mesmo vivo bem, melhor do que um tempo atrás, mesmo assim a vontade de não estar mais aqui não me abandona. Poucas coisas me fariam falta - o principal seriam os amigos, mas sei que nao os perderia, levaria eles sempre onde fosse.
De qualquer sorte, uma viagem sempre vem a calhar. Sempre faz renovar o ar dos pulmões e as idéias da mente.
Estou indo, mas semana que vem estarei de volta.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

off

Está tudo muito bagunçado: meu computador, meu quarto, meus planos, minhas idéias e minha vida. Um vento forte passou e revirou as coisas ao redor. Preciso de um tempo para colocar tudo em ordem, para refazer os caminhos. Queria encontrar meu interruptor e desligar nem que seja um instante... se ele realmente existe, queria poder desligar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

sobre religião


Religião, de fato, não se discute. Cada um tem ou não a sua e pronto. Acreditar ou desacreditar em algo superior, em uma “mão controladora”, em um arquiteto universal, em Deus, ou qual nome mais possa ter, é mais que pessoal, é “intimíssimo”.
Sempre tive um pé atrás com religiões. Desde pequeno sou curioso e questionador- respostas prontas e dogmas nunca foi minha praia. Mesmo assim nunca deixei de acreditar em algo maior tomando conta de tudo isso aqui. Acho o universo em si muito perfeito para ter se criado sozinho, com certeza foi preciso uma centelha divina para que isso tudo saísse do papel.
Esse meu pensamento não é uma verdade posta. Não to convencendo ninguém, muito menos dando provas da existência de Deus, mas é nisso que eu acredito. E mesmo desconfiado, sigo a religião a qual foi apresentado desde pequeno – a católica. Porém, mais do que católico, eu sou Cristão, por que acredito em Cristo e sua mensagem.
Acredito nessa mensagem, porque ela tem uma verdade inquestionável – é preciso amar ao próximo como a si mesmo. Tudo o mais, todo o resto vem desse amor. Se eu amo meu semelhante, eu não mato, eu não ofendo, eu não o roubo, eu não o discrimino, nem o afasto. Eu o trago para perto e simplesmente o amo – com toda sua diferença, com todas nossas desavenças.
Fico assombrado quando vejo alguém usando o nome de Deus para um mal qualquer. E isso ocorreu e ocorre com tanta freqüência que eu nem preciso parar para exemplificar. Contudo fico mais que feliz quando vejo alguém, mesmo aqueles que se dizem ateus, seguindo o ensinamento básico do Mestre que é muito simples – apenas amar.
Fugi um pouco dos meus temas recorrentes e vim falar de religião, ou mais precisamente de Deus, porque to vivendo um momento de retomada – retomada de alguns caminhos que deixei de trilhar lá atrás e que agora apareceram em minha frente novamente.
Estou vivendo um momento mais que especial em minha vida. Um momento de felicidade imensa, de grande paz interior e de muitos projetos. E nada mais justo do que vir aqui falar, e agradecer, ao responsável por tudo isso: meu Pai e meu Mestre – Deus.
Sei que, para alguns que lerão, esse texto soará agudo demais. Talvez nem entendam nada. Mas é como eu disse... é tudo pessoal demais. Cada qual entende suas próprias verdades.
Ao fim, quem sabe um dia eu lhe convide para uma xícara de chá (ou um copo de coca-cola), ai conversaremos longamente sobre essas e outras coisas e nos faremos entender. – Mas isso fica pra outra hora.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

sobre ser jovem


Ser jovem me faz diferente de uma pessoa com mais idade em muitos aspectos, mas acredito que não me faz ser menos sábio. Já disse outra vez, e repito, que sabedoria não se adquire com o tempo. Com ele talvez se ganhe rugas, cabelos brancos, dezenas de outras coisas, mas a “sapiência“ se adquire mesmo é com experiências de vida. E talvez um velho, que tenha vivido oitenta anos, não tenha tido nem a metade de experiências que um jovem de vinte anos já teve. Pergunto então: - quem tem mais sabedoria a compartilhar?
Mudando o tom, lembro-me quando era guri e o tempo custava a passar. Cada dia parecia ter uma infinidade de horas, todas elas vagarosas. O ano se dividia só em dois momentos: o da escola, o mais longo, em que esperávamos ansiosos pelo segundo, o das férias – o melhor e mais curto. E viver era só isso, nada mais. Hoje o mundo acelerou, as horas parecem minutos, e no dia já não cabem mais todas as tarefas. Nós, com tantos papéis a seguir, já não encontramos mais onde encaixar todos nas agendas lotadas. E mesmo que um dia tivesse trinta horas, ainda assim iríamos querer mais.
Aliás, vivemos sempre querendo mais. Mais dinheiro, mais amigos, mais amores, mais contatos no Orkut, mais anos de vida. Contudo, quando temos algo disso a mais, ficamos bobos e não sabemos lidar: gastamos dinheiro com besteira, não temos espaço para todos os amigos, não damos atenção a todos os amores, nem temos disposição para manter contato com todos do Orkut, e corremos da velhice, como diabos da cruz.
Será que realmente sabemos o que queremos ou aonde queremos chegar? – acho que não. Por isso é que muitos jovens, futuros velhos, buscam o “conforto” das drogas, ou a alienação do “não saber”. Para estes, vale mais a pena a degradação física, psíquica e moral, do que a famosa “dor de existir”.
Para mim, também jovem, também futuro velho, vale mais a pena colocar um tênis confortável e correr junto com o tempo. Se há dores nessa maratona, cabe a mim chegar em casa e colocar os pés na água morna, relaxar e cuidar dos calos que ficam.
Assim, quem sabe, vendo a realidade, pensando-a, sentido-a, terei as experiências necessárias. E sendo velho ou jovem, possa dizer que realmente vivo e tenho sabedoria a compartilhar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

das coisas da vida


Parar para pensar é necessário. Nesse mundo de tanta pressa, onde as horas cada vez passam mais rápido, ainda é preciso pensar na vida.
Admito que faço isso cada vez menos, pois é um luxo perder nem que seja um segundo em reflexões. O imprescindível hoje é fazer, ter, correr - esses são os verbos. Nada de ser, ou pensar, ou sentir.
Os valores mudaram, as pessoas também. E sempre viveremos colocando o peso de nossas culpas em outras coisas - tudo que dá errado é culpa dos outros, do tempo ou do "sistema". É como se não tivéssemos as rédeas de nossa própria carruagem nas mãos.
Vivemos como feras - mulas sem parelha e sem rumo. Buscamos o horizonte, mas não olhamos para o lado ou para dentro de nós mesmos. E então cansamos de nos lamentar, e chorar e se perguntar: - onde isso tudo irá nos levar?
Essa resposta eu não sei, eu também não tenho, e como todos eu ainda sigo procurando. E também como todos eu ainda não encontrei.
É o mal dos tempos. É o mal da vida.