domingo, 22 de março de 2009

22 de março de 2009


"A vida é uma pedra de amolar:
desgasta-nos ou afia-nos,
conforme o metal de que somos feitos."

(George Bernard Shaw)



E quando tudo a nossa volta parece que ta revirado - de ponta cabeça... o que fazer? Já tentei arrumar tudo, mas como não sabia por onde começar, parece que só fiz bagunçar mais ainda. Não sei, mas acho que foi um vento que passou... não essas brisas quentes de verão, mas aqueles ventos de inverno que fazem redemoinhos de folhas secas e fazem a espinha gelar de frio. Foi ele sim que passou e revirou tudo.

Tudo tá meio estranho. Até meu rosto no espelho parece outro - tem dias que nem me reconheço quando acordo, só lá pro finalzinho da tarde é que lembro que aquele que me fita no reflexo realmente sou eu. Todos à volta estão estranhos - não que eles realmente tenham mudado ou sejam outros... mas é que eu mudei e tem horas que nao consigo mais reconhecer quem me acompanha. Há palavras, gestos, ações que nunca percebi, ou que nunca quis perceber, mas que agora não passam mais ao longe, elas estão bem à vista, em minha frente - e simplesmente não dá mais pra ser o mesmo de outrora.

As inquietações de hoje são parecidas com as que tive a algum tempo atrás: uma vontade enorme de mudar de lugar, mudar de vida, buscar novos rumos, bater outras metas, ter outros sonhos. Sei que o que tenho hoje é fruto de minhas conquistas e sou muito agredecido por tudo, mas é importante querer mais - e eu quero sim.

Tenho sido repetitivo nesse tema, e falando assim parece que não sou feliz - isso não é verdade. Sou feliz e, sem dúvida, vivo um dos períodos mais felizes de minha vida. Só que mudar é preciso - é da essência humana. Se eu continuar fazendo as coisas como sempre faço terei sempre os mesmos resultados, e hoje, mais do que nunca eu quero resultados diferentes. Não sei se serão resultados melhores do que tenho hoje, mas só saberei se tentar.

Hoje, enfim, já sei o que quero pra daqui a um tempo. Já tenho as metas traçadas e anotadas e só preciso de tempo, coragem e sabedoria pra realizá-las. Sei que algumas coisas ficarão pelo caminho... coisas que não quero deixar, mas que terão de ser abandonadas. Sei támbem que as pessoas ao meu redor vao achar algumas atitudes estranhas, como ja vêm achando, só que esse é o preço a se pagar. E eu estou disposto a pagá-lo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

conto inacabado

Existem três tipos de dor:

A dor que fala, a dor que cala e a dor que cria.




Deitou-se mais uma vez na cama e olhou novamente para o teto amarelo e mofado que preenchia todo seu campo de visão. Fechou os olhos e tentou dormir um pouco, mas os pensamentos não o deixaram nem ao menos cochilar. Ficou algum tempo (nem sabia quanto) virando de um lado para outro da cama, mas nem o sono vinha, nem a vontade de ficar ali – sozinho, ia embora. Não queria ver ninguém, por isso chegou da rua, passou pela sala sem ao menos dar boa noite aos presentes e entrou no quarto, levando consigo apenas um vaso de água que imaginou que serviria para aplacar aquela sede que lhe subia pela garganta.

Não estava triste, mas também não estava alegre, na verdade nem ao menos sabia que sentimento era aquele que lhe apertava o peito. Não era a primeira vez que sentia isso e sabia, com uma certeza inabalável, que não seria a última. Sentia vontade de chorar, mas as lágrimas não desciam; sentia vontade de gritar, mas o grito ficava engasgado na garganta sedenta; sentia vontade de sair sem rumo, sem ter pra onde ir, nem hora pra voltar, mas sentia medo de se perder de si.

Levantou-se, e colocou uma música para tocar. Queria preencher aquele vazio que sentia com alguma coisa, ao menos um som, mas o que conseguiu apenas foi que a música lhe trouxesse velhas recordações. E o aperto no peito chegou a tal ponto que por um instante achou que iria sufocar num mar de nostalgia e solidão. Pegou o celular, acessou a agenda e percorreu todos os nomes – de “a” a “z”, tentando encontrar alguém para conversar, alguém para ouvir a voz, alguém para dizer um olá, alguém que o fizesse sentir que não estava sozinho no mundo. E essa era a pior sensação que se podia sentir e a que mais lhe ocorria, mesmo quando estava acompanhado por uma multidão, mesmo quando tinha várias pessoas por perto, ainda assim se sentia sozinho – como nesta noite, em que nem ao menos conseguiu imaginar quem é que lhe atenderia àquela hora, para conversar um pouco que seja.

Continuou deitado, dessa vez no escuro, ouvindo a música que tocava e tentando fazer aquilo que via em todo filme, contar carneirinhos pra ver se o sono chegava. Mas percebeu rapidamente que isso só funcionava no cinema e que a realidade não era tão doce quanto os filmes em que tudo sempre termina em “happy end”.

Refletiu sobre o momento que vinha passando. Grandes coisas vinham acontecendo e grandes mudanças se anunciavam. Por um breve instante teve medo disso tudo – onde iria chegar? Será que todos seus planos e metas seriam cumpridos? Quais obstáculos teria que enfrentar pelo caminho? – pensou nisso tudo e em muitas outras perguntas que foram surgindo e para nenhuma delas teve uma resposta que lhe acalmasse o espírito.

Ficou assim até que o sol começou a pintar o céu de “mil tons” de rosa e a claridade ameaçou invadir o quarto pela janela entreaberta. Chegou até a ouvir o canto dos pássaros acordando e, ao longe, o de um galo anunciando o novo dia. Depois disso não mais ouviu nada e nem sabe ao certo quando o sono o arrebatou e conseguiu enfim desligá-lo de todos os pensamentos. Por fim, dormiu profundamente a manha toda depois de mais uma noite de insônia...

sexta-feira, 6 de março de 2009

sexta-feita


De todas as coisas do mundo, duas me fazem mais falta quando não as tenho por perto: a mim próprio e ao resto todo.
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Mas, mudando de assunto: céu hoje está azul, sem nuvens e com um sol quente quase a derreter tudo à volta. Assim é bom, mas umas centenas de árvores a fazer sombra ainda me fazem falta nesta cidade que moro meio a contragosto. Aqui falta uma praia (maresia), um vento sul (baixinho e refrescante), ou mesmo alguém para matar o tédio diário com uma boa conversa ou com uns beijinhos trocados. Enfim, aqui falta tudo que se deve esperar de uma boa cidade onde se vive.
No mais, tudo caminha e se encaminha... só eu que ando com preguiça de ir a qualquer lugar. Entao fico aqui sentando - lendo, assistindo, digitando e pensando na brevidade (eternidade)da vida, na efemeridade das coisas e na beleza do mundo... Eh! porque o mundo é belo sim - abra os olhos e verá!!!!

quinta-feira, 5 de março de 2009

dá um tom ai!!!!!

Dois acordes dissonantes e uma melodia desafinada: era preciso somente isto para que mil lembranças retornassem, saídas talvez de um poço profundo dentro de mim. Elas sempre retornam (as lembranças), vem com um cheiro, um sabor, uma palavra esquecida, ou mesmo com aquele rock antigo que tocou a rádio dia desses. Elas sempre voltam, para lembrar velhos tempos, velhas pessoas, ou aquele instante no fim de semana passado em que o tempo passou tão depressa que eu nem senti quando o pôr-do-sol invadiu as minhas retinas. Certa vez li que saudade é sinal de que algo no passado valeu à pena – é verdade; e as lembranças são quando a saudade se materializa na nossa mente, se torna palpável. Viver de lembranças é um tormento, viver sem elas é morte certa. Hoje mesmo, me lembro de cada momento alegre, cada mísero instante de segundo em que meu coração bateu descompassado, cada coisa que fiz em todos esses 23 anos de vida. É claro que não me lembro de tudo a todo momento, mas sempre vem uma imagem na mente pra não me deixar esquecer de nada que um dia fiz. Sempre algo retorna, nos mais variados momentos. È tão bom viver assim, é tão bom sentir novamente velhas sensações, mesmo que de uma forma diferente, mesmo que com outra interpretação pra tudo.

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Sempre acreditei que somos novos a cada momento. Cada dia que passou sempre nos acrescenta algo que nos faz novo, ou pelo menos diferente. Mudar, evoluir (ou mesmo involuir) é parte da essência humana. Cada experiência, cada amigo novo, cada palavra trocada, cada pensamento, cada coisa compartilhada nos acrescenta algo, nos torna outro. Por isso acredito também na responsabilidade que é cada nova amizade que crio, cada coisa que digo, ou mesmo cada pensamento que tenho. Acredito no poder de transformação das palavras e que cada uma delas pertence metade a mim e metade a quem ouve.

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Não sei por que processo alguém se torna amigo de outro, ou se relaciona com outro alguém. Às vezes temos milhões de afinidades com outra pessoa e não convivemos, outras tantas temos milhões de diferenças e essa pessoa se torna nosso melhor amigo, nossa companhia eterna. Também queria saber como é que se prova pra alguém que amamos tanto ela, porque não basta apenas dizer isso ou demostrar isso o tempo todo, sempre há uma lacuna a preencher, sempre há uma desconfiança daquilo que fazemos, de nossas verdadeiras intenções. Hoje poderia muito bem reunir algumas pessoas que gosto muito e dizer a elas o quanto eu as amo – mas pra que faria isso? Será realmente que elas entenderiam o tamanho desse gesto? Elas compreenderiam o tamanho desse amor? – tenho certeza que não.

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E o amor... de onde ele surge? Pra onde ele caminha e nos leva? Será que aos 23 eu já estou pronto pra isso ou não existe uma idade certa pra amar?

- Tantas perguntas... tão poucas respostas?

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Ufs... acho que por hoje já chega. Deixa eu ir aqui respirar um pouco de ar puro e talvez depois eu volte pra dizer algo mais.

- Até breve.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

desabafo

Sempre fui cheio de dúvidas - algumas vezes mais do que certezas. Mas nunca tive medo disso, pelo contrário, sempre acreditei na importância de cada uma delas e o quanto elas serviriam para que a cada dia eu apredessemais um pouco a viver. Agora nao tem sido diferente, to vivendo um momento de mudança, um momento de incertezas e as dúvidas vem tomando conta... não posso dizer agora que nao tenho medo de tudo, pois me vejo cada vez mais só em minhas escolhas e sei que cada uma que eu tiver será um passo dado em direçao ao futuro. - E qual é o futuro que me aguarda? - será que tudo que planejo, tudo que sonho, tudo que a muito tempo venho tentando contruir, eu terei um dia?
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Tenho estado muito triste com alguns acontecimentos. Sou muito sincero com meus sentimentos e, quando gosto de alguém, dou o melhor de mim, invisto tudo que há de bom nesse relacionamento - seja para um mero conhecido, uma amizade ou mesmo um amor. Mas não tenho recebido isso em troca. Sei que relacionamentos verdadeiros só são assim quando nao se espera nada em troca, mas sinceramente espero pelo menos aquilo que eu dou de melhor que é meu amor, espero pelo menos carinho e compreensão. Gostar de alguém dá nisso... decepção. talvez porque eu fantasie demais, espere demais... no dia em que eu conseguir me desapegar, conseguir ser menos emotivo, talvez eu nao precise passar por momentos como esse.

Tudo isso é pra dizer o quanto tenho estado triste, distante, distraido. Se voce ler algum dia isso aqui poderá ou nao se identificar, mas em seu intimo saberá que falo de ti. De amizades que penso contruir pra vida toda, mas que ainda tenho duvidas se há tijolo, cimento, ou mesmo vontade de sua parte para isso.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

[!?!]


Na vida não somos apenas aquilo que acumulamos ao longo do caminho (experiência, amigos, sabedoria, conquistas, amores)... somos também tudo aquilo que deixamos para trás, tudo aquilo que de alguma forma soubemos nos livrar (com facilidade ou não).
Tudo aquilo que não quisemos ser (mesmo quando programados), tudo aquilo que não quisemos aprender, todas as pessoas que não quisemos conhecer... isso tudo também forma nossa personalidade. O que destruímos nos molda tanto quanto aquilo que construimos.
De tudo que fiz na vida, me arrependo de poucas delas - acho que até consigo contar nos dedos. De todas as outras, algumas me dão certo remorso de ter feito, mas não a ponto de me deixar arrependido... isso porque sei que me servirão de inspiração em ações futuras, quando tentarei fazer tudo diferente. Tenho medo disso, porque posso terminar me portando de maneira errada em uma situaçao nova (a experiência de nada adianta na vida quando tu é novo a cada dia).
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Não sei que sentimento é esse que sinto.
Mas toda vez que escuto essa música,
Sinto o pensamento voar alto,
Tão longe que me perco,
Até de mim.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pensa (senti) mento


De pensar morreu um burro... mas também nasceu um gênio.


Falando em pensar: penso, logo existo? ou existo, logo penso?

Dúvida crudelíssima que só me faz sentar mais um pouco e gastar algumas centenas de neurônios pensando na breve e efêmera vida que se descortina ao meu redor... Porque viver não é nada mais do que participar de um grande espetáculo em que somos de tudo um pouco: atores, diretores, roteiristas, cenógrafos e até mesmo espectadores.

Eu gosto de pensar, porque pensar me faz bem - e penso tanto que chego a pensar que estou pensando demais. Mas de nada adiantaria ficar horas a fio pensando sobre certas coisas se nao chegasse a nenhuma conclusão. E eis que, de repente, as conclusões surgem como clarões em meio a uma noite escura e tudo se torna ainda mais complexo e complicado (hehehe...quem pensou que as conclusões só trazem certezas está totalmente enganado, pensar e concluir só traz mais dúvidas). A eterna dúvida, o eterno medo, o desapego total a coragem suprema e o amor incondicional é o que nos faz caminha pra frente. As experiências da vida não nos valem de nada se os problemas são novos a cada dia... e todo dia é dia de se reinventar e buscar soluções novas para tudo

E assim se vai mais um longo tempo em que sentei, sofri e pensei. Conclusões? - tenho muitas... Certezas? - quase nenhuma...

Das conclusões tiro as respostas necessárias para traçar novos rumos, abrir novos caminhos ou mesmo caminhar pelos já existentes. Das incertezas tiro somente a certeza (contradição?) de que sou humano simplesmente e que posso a todo momento sentar novamente e pensar mais uma vez.

PS: isso tudo é somente pra dizer que já tenho as respostas que andava procurando... descobri elas no momento em que fiz as perguntas certas, no momento e pras pessoas certas. Não foi sem sofrimento ou angústia que elas vieram... mas, como dito acima, só com um pouco de desapego é que podemos trilhar novos rumos - sei que o medo virá, a solidão apertará, mas com coragem e amor tudo se vence...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PREMIAÇAO


SELO RECEBIDO

RECEBIDO DO BLOG: GAROTA PENDURADA - http://garotapendurada.blogspot.com/

OBRIGADO


Regras:
1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
4- Publique as regras.
5- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
6- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.
7- Só vale se todas as regras acima forem seguidas.


LINKS DE BLOGS MANEIROS


http://www.prolixidades.blogspot.com/

http://blogdoshay.zip.net/

http://voufazerumconto.blogspot.com/

http://misteriosa-mente.blogspot.com/

http://notasaocafe.wordpress.com/

http://aalivioimediato.blogspot.com/

http://riccio-riccio.blogspot.com/

http://eterno-eu.blogspot.com/

http://dani-coisasdomeucoracao.blogspot.com/

http://aalivioimediato.blogspot.com/

sábado, 17 de janeiro de 2009

17/01/2009

Ano passado estive aqui nesta data para falar de meus 22 anos. Um ano se passou e aqui estou eu novamente, desta vez para falar de meus 23 anos. - Que bom ein? Mais um ano se passou... mas e ai, e o que eu ganhei com isso?

Ganhei muito mais experiência, um título de bacharel em Direito, novos amigos, alguns músculos, muitos sorrisos e abraços, carinho e atenção, afeto, amor, ganhei respeito, paz, sabedoria e felicidade. Ganhei também coisas que não pedi, ou que nunca quis: alguns puxões de orelha, alguns “não”, algumas noites sem dormir, uns dias de solidão e desassossego, umas feridas que tive que curar, uns dias de choro e de aperto no coração – mas ganhei de peito aberto, com a certeza que tudo que ganhei, me fez e me faz crescer cada dia mais.

Também há as coisas que perdi ou que deixei pelo caminho – e elas são muitas. Mas para essas não cabe aqui uma descrição pormenorizada... elas se foram, com alguma dor ou não, e não há porque olhar pra trás.

Não me lembro direito das promessas que eu fiz no ano passado, nem me lembro se cheguei a realizar todas elas. Nem me preocupo, sei que o que eu não fiz ainda há tempo de ser feito. Sei que passarei aqui para falar dos 24, dos 25, dos 26 e de muitos outros anos que virão pela frente. E espero vir aqui pra dizer que estou muito mais feliz do que eu estou hoje, já que hoje eu estou muito mais feliz do que eu estava ontem.

Esse ano, assim como todos os outros, tenho em mente tudo que quero conquistar. À Deus só peço força, sabedoria e a coragem necessária para realizar todas essas coisas. Sei da dificuldade de algumas, mas sei também que é com dificuldade que se cresce. E é assim que eu vencerei.

Mas hoje é dia de curtir... há um ano me lembro que tive um dos aniversários mais felizes de minha vida – ao lado de pessoas que me fazem sentir bem. Esse ano já não sei como vai ser... ano que vem passo aqui para dizer.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

feliz ano novo


Tenho saudade daquilo que nunca vivi. Não uma saudade que aperta, como aquela de um amor perdido, mas uma saudade boa, como a que sinto das antigas canções de ninar que ouvia até adormecer. Essa saudade nao dói, mas refresca a alma como a brisa quente que o mar sopra nas noites de verão... essa saudade não machuca, é só uma lembrança e senti-la faz bem ao espírito.
Queria eu ter vivido tudo que quis viver, ter tido tudo que sonhei, ou sentido tudo que poderia ter sentido. Mas como nao vivi, nem tive, nem senti, me contento com a saudade que ausência dessas coisas me traz, e com a solidão que ela encerra... ela me faz perceber que estou vivo, e que, acima de tudo, sou finito em mim mesmo.

PS: isso tudo eh pra lembrar que so tenho 22 anos... e tudo que não fiz até ontem, a partir de hoje eu posso fazer!!!!