
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
segunda - feira

domingo, 21 de setembro de 2008
[?]
Hoje mesmo acordei - pensei: leite ou iogurte? pão (com queijo ou sem queijo?) ou biscoito?
- e não pense que isso foi somente hoje, com um simples cfé da manhã... tem sido sempre assim, esse amontoado de perguntas sem respostas (algumas até sem sentido), muitas dúvidas inquietantes, falta de coragem, falta de paciência e uma solidão que deixa um gosto amargo na boca.
Ser feliz é facil - viver também. Mas, e quando os sonhos não se realizam, ou quando o cinza vai borrando todas as cores? - o que fazer? - correr? - pra onde?
__________________
Não sei se é egoismo, pensar em meus problemas quando se olha pro lado e se vê tanta miseria no mundo. Sei que há problemas maiores que os meus (talvez os meus nem sejam problemas), mas há dores que são só minhas, só eu as sinto.
__________________
Ontem: a adrenalina no sangue, o coração disparado, um arrepio da espnha, um frio na barriga - como isso tudo é bom!!!!!
sábado, 13 de setembro de 2008
eu

Sou filho do tempo... Às vezes sou brisa, outras vezes furacão. Por minhas veias correm todos os minutos e segundos e nada pode deter o inconstante fluxo de pensamentos que me povoam. Tenho 22 anos, mas sou eterno... Venho de outras eras, trago em mim a poeira de outros lugares, tão distante que nem mesmo a imaginação ousou um dia sonhar. E mesmo que um dia eu não esteja mais presente, ainda sim eu estarei aqui. Sou pequeno, mas a grandeza que trago em mim não é física, minha alma é minha verdadeira medida, pois é nela que vem impressa todas as minhas sensações, é nela que estão todas as marcas que me identificam. Se me perguntares quem sou, a resposta que te darei é: - não sei. Não que eu não consiga me identificar no meio da multidão, ou ao me olhar num espelho, mas é que a cada dia sou novo... a cada dia os contornos que me definem ganham novos traços e eu me permito aprender sempre e mais e só assim eu vou crescendo. Mas se mesmo assim quiser uma definição de quem sou, é só ir ao dicionário, eu estou lá, de A a Z, em todas as palavras.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
infinito

Qual a cor de minh'alma hoje? - você consegue vê-la?
- Acho que não... porque seus olhos nao percebem certos aspectro, assim como seus ouvidos não conseguiram escutar quando meu coraçao sussurrou "eu te amo" pra você.
Mas é assim mesmo... nem sempre os sentidos conseguem captar tudo que o mundo nos mostra.
Então, inocentes, nem chegaremos um dia a perceber a infinitude de tudo...
[...]
domingo, 7 de setembro de 2008
(desabafo)
Precisamos sempre de amigos, e cada vez tenho mais certeza que procuramos nos outros aquilo que nos falta: um pouco de sabedoria aqui, um tanto de força, de alegria, de humildade, um bocado de amor e companheirismo, de sinceridade, uma boa quantidade de irresponsabilidade, de juizo, de riso, de carinho e aconchego. Mas e ai - e quando isso tudo é só ilusão?
Amigos a gente não escolhe, eles surgem e vã preenchendo todos os espaços e se tornam tao imprescindiveis quanto um copo de água ou um sopro de ar. Triste é perceber quando a confiança depositada, a atenção e o amor dispensando, tudo isso é em vão, tudo isso nao vale de nada. Amizade é, antes de tudo, alteridade - uma via de mão dupla que só cresce quando é fecundada pelas duas partes. Não adianta nada um somente dispensar todos os esforços, enquanto o outr lado se torna duro e indiferente.
O tempo, ao fim, como tudo na vida, tem duas faces: serve de anestesico para certas dores da alma, mas tambem pode tornar feridas mais abertas, algumas vezes até incuráveis.
domingo, 24 de agosto de 2008
medo
Tenho 22 anos, as vezes me sinto onipotente, capaz de abraçar o mundo e ainda ter espaço de sobra; já agora e assim é por diversas vezes, me sinto tão minúsculo e frágil que o que eu mais quero é um colo pra me abrigar e onde eu possa colocar a cabeça e chorar.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Segredo
Vou lhes contar um segredo:
Quanto mais eu rezo
Mais tenho duvidas
Se dois mais dois
São realmente quatro
Ou se já viraram três.
Vou lhes falar mais:
Quanto mais eu penso
Na infinitude do tempo,
Mais eu relembro da
Inexatidão das nuvens,
Que hora são coisas,
Outra hora são apenas fiapos.
E por isso tudo vou vivendo
Na mais completa solidão,
Não de corpo, porque essa não tenho,
Mas de alma, que é minha sina.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
100
Agora me lembrei porque elas nunca foram entregues - ainda bem.
_______________________________
Ainda nao sei o que vou ser quando crescer, talvez um soldado de chumbo, ou um artista de circo (um palhaço, um malabarista ou um mágico), ou quem sabe até um louco solitário, apaixonado pela lua... quem sabe... quem saberá...
_______________________________
Só sei de uma coisa... o não saber é uma virtude. E, diferente do que dizem a ignorância não é a mãe de todos os pecados - a incompreensão sim é que envenena a alma.
_______________________________
Uma vez eu me perguntei e mais uma vez eu me pergunto...
Pra que salvar as baleias se somos nós humanos que precisamos de salvação?
_______________________________
PS: essa é a centésima postagem... quem diria que chegaria a tanto!!!
dias
Há dias na vida em que a vida não nos permite andar nas nuvens, talvez haja um “que” de mistério nisso tudo que não goste de mostrar a sua face, como aqueles velhos segredos, que se reviram em baús guardados em borradas lembranças de outrora.
Há dias na vida em que as matizes geladas de cinza pintam tudo: não deixam os quentes vermelhos ou os azuis refrescantes aparecerem, no máximo uns amarelos pálidos ou uns laranjas outonais.
Há dias também em que nem os mais estrondosos gritos conseguem ser ouvidos, há silêncios muito mais profundos, palavras não ditas, contidas em alguma garganta, em algum peito, ou nem há nada mesmo, só a solidão de um pôr-do-sol.
Por falar em solidão – velha companheira – lembro de certos vazios em minh’alma, nunca preenchidos, nem mesmo pela matéria dos sonhos, ou por canções sem sentido.
E após esse breve parênteses, abro aspas e escrevo: “Quando o mundo a nossa volta parece girar mais depressa e um dia parece ter a metade de um dia qualquer, o melhor a fazer é se agarrar no chão pra não ser centrifugado para fora de tudo, para fora do tempo, para fora de si mesmo”. Logo após eu fecho as aspas e ponho um ponto final nisso tudo.